01 março 2013

Saudade.


Em noites assim finjo me entender.Disfarço,finjo ter domínio do que  escrevo.Olho pro escuro a procura de palavras.Palavras que eu possa usar e me identificar com elas e com que eu sinto.
Então vejo que teria um texto sem sentido,ou nem teria um texto.
Talvez fosse melhor não escrever nada.Talvez fosse melhor deixar aqui uma única palavra: NADA.
Um daqueles "nada" que dizem tudo.Mas só para aqueles que entendem essa palavra.
Talvez possa se dizer que há um vazio.Mas aquele vazio cheio de sentimentos.Onde só se destaca uma única palavra.Saudade.O que me enfraquece,oque me desanima,me afeta e me dá ânsia do ter,mas além de estar longe,não se sabe mais se ainda é meu.Dúvidas?É,dúvidas.Não precisava nem perguntar.Onde há saudades,há dúvidas.Pelo menos em mim.Em boa parte de mim.Grande parte de mim é feita por saudades.
Saudades de tempos atrás,onde me desesperava ao me perder da minha mãe no super mercado.
Saudades de brincar,correr,ser livre...Daí logo vejo,que quando crescemos,nos aprisionamos a certos luxos,ou até mesmo a pessoas.Nos aprisionamos até mesmo no passado.
Mas seja lá o que for,faça o que tem de ser feito.Siga por onde há caminhos nos quais confiamos.
Não há nada que impede a saudade de nos seguir.Esteja onde estiver,com certeza ela terá chegado primeiro.Só o que temos a fazer,é saber fazer dela uma cúmplice,e não uma dor.
Por que a dor machuca,causa feridas.Já a saudade,quando sabemos a usar,nos torna forte,e nos mostra o verdadeiro valor das coisas e das pessoas.
                             Ytan Sohnarap

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