14 outubro 2012

Memórias Quase Perfeitas.

Era uma noite fria,quando resolvi me calar.
Não há mais nada a ser dito.O silêncio me parece trazer as palavras em sonho.
Ali deitada,estava onde mais queria.
Onde tudo se realizava,onde as palavras não tinha dores.
O pra sempre,sempre foi só uma palavra qualquer.Nunca tive vontade de usá-la.
Nunca me fez sentido.
Desconheço minhas palavras,minhas razões,meus medos.
Não há mais nada pra reverter,algo que nem a própria pessoa faz questão de retomá-la a seu lugar.
Onde tudo se foi,simplesmente como se fosse ao vento.
E o "pra sempre",quando usado,se acabou?
Me restou o quarto escuro,janelas abertas e o céu negro,sem estrelas.
É.Minha maior dor,vem do que me trazia sorrisos.
E por mais incrível que pareça,ainda traz sorrisos.Oque jamais se esquecerá,
serão os momentos as palavras,as mais lindas.
A confiança só é dada aqueles que nos dá motivos.
Ou aqueles que amamos,mas independentemente das circunstancias,confiamos.
Minhas certezas,é aquelas que temos quando não há nada pra se entender.
Certezas das quais não me fazem sentido assim como as minhas palavras.
São as minhas memórias quase perfeitas que me mantêm aqui,escrevendo,e tentando achar palavras
que se encache no vazio de um coração magoado,com saudades e com uma única esperança.
A esperança que não deixo se perder,pois talvez saiba que não encontrarei mais nenhuma.
Então,seguro elas bem firmes,e não deixo elas escaparem.
Por que minha fé é do tamanho do meu amor.
Por você.

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